Aquilonius X Erynian X Hesperius
Programação de guerra: 23/08/2019 às 22:00h.
Screen Shots

Mapa de Tuorhence



Mapa de Runas



Mapa da Caverna



Erinia

No alvorecer da raça humana, os primeiros homens disputavam espaço na Terra com uma infinidade de outros animais que há muito tempo dominavam o planeta. Os seres humanos, desprovidos de físicos competitivos e de armas de defesa, estavam em grande desvantagem frente às demais raças existentes e corriam um sério risco de extinção.

Como agravante, entre as raças dominantes, fisicamente muito mais fortes e adaptadas ao ambiente, havia ainda algumas criaturas monstruosas, que não temiam os outros animais por terem poderes especiais ou serem fortes o bastante para neutralizar sua ameaça. A maioria dessas criaturas era inteligente o suficiente para compreender os humanos, sendo que algumas delas possuíam inteligência superior à deles.

Embora não tivessem interesse algum em dominar o mundo (eram muito egoístas e não tinham o hábito de se aliar a seus pares), tais criaturas sabiam que os humanos, pela sua inteligência e capacidade de agregação, o fariam. Como temessem pelo que lhes aconteceria num mundo dominado pelos humanos, usavam de toda a astúcia e poder para impedir sua evolução. Assim, faziam de tudo para deixar os humanos vulneráveis às raças dominantes: atacavam seus povoados, destruíam suas edificações, preparavam-lhes armadilhas, dispersavam seus rebanhos e arruinavam suas plantações. Vez ou outra raptavam suas crianças para usá-las como escravas de seus caprichos e desfaziam-se delas como e quando bem entendessem.

Com esses ataques freqüentes, os grupamentos humanos definhavam dia após dia, sem condições de progresso, pois dedicavam a maior parte do seu tempo para fuga e defesa. A extinção da raça humana era apenas uma questão de tempo.

Porém, algumas das crianças raptadas conseguiam sobreviver até a idade adulta, e pelo convívio com as criaturas monstruosas acabavam por lhes conhecer os segredos e adquirir seus poderes. Assim que tinham alguma chance, escapavam para lugares ermos, onde podiam se esconder com mais facilidade. Como não tivessem aprendido o convívio social, dificilmente retornavam aos seus povoados originais, mantendo apenas contatos esporádicos. Esses indivíduos eram temidos por seus poderes e conhecidos por magos.

Com o tempo, alguns dos magos passaram a observar as vantagens da união de esforços, e procuraram outros magos para troca de aprendizado. Nesses encontros, verificaram que tinham muito em comum, principalmente o grande desejo de livrar a Terra das criaturas malfeitoras e aliviar a humanidade do seu jugo.

Após muito estudo, os magos descobriram uma maneira de banir do mundo todas as criaturas monstruosas: fariam um encantamento que as baniria através da “Porta dos Mundos”. Havia, porém, um grande preço a ser pago: o encantamento exigiria um nível de energia além de suas capacidades, e eles deveriam abrir mão de suas vidas em prol de apenas um deles, transferindo toda a sua energia vital para que o mago escolhido pudesse realizar a façanha. Cientes de não haver alternativa, escolheram Hur para conduzir o Ritual do Banimento Eterno.

Chegado o momento oportuno, evocaram, assim que o Grande Alinhamento de Fogo ocorreu, a última esperança de salvação da raça humana.

Porém, o encantamento foi mais forte do que o planejado, e além das criaturas monstruosas alguns grupamentos humanos também foram sugados através da “Porta dos Mundos” e dispersados no outro lado.

Ao perceber o que se passava, Hur honrou a confiança que lhe fora depositada e fez a sua cota de sacrifício: atravessou a “Portal dos Mundos” e fechou-a para sempre. Mesmo estando à beira da morte, o mago sabia que sem a sua orientação não haveria nenhuma chance de sobrevivência para os humanos exilados na nova dimensão.

Enquanto isso, no outro lado do portal a energia liberada pelo Ritual do Banimento Eterno alterou o equilíbrio do planeta Terra e um grande dilúvio teve início.

Após lacrar o portal, Hur realizou seu último esforço, reagrupando os humanos dispersos e dando-lhes força e determinação suficientes para progredirem.

Ciente de que contavam apenas com a inteligência para sobreviver e que estariam em maior desvantagem do que na Terra, deu-lhes algo em que acreditar. Assim, orientou-os a viverem escondidos nas grutas de uma enorme cadeia de montanhas e a evitar o confronto direto com as criaturas monstruosas até que um sinal surgisse no céu. Com isso, pensou Hur, haveria tempo suficiente para que os humanos progredissem em ambientes fechados, adaptando-se aos rigores do mundo novo.

Para que suas palavras não fossem esquecidas, o mago entalhou uma profecia nas paredes rochosas de uma gruta, que mais tarde ficou conhecida como a Grande Gruta de Hur:

Quando o fogo reluzente atravessar o céu

E mil equinócios tiverem se passado

Sua luz intensa descobrirá o véu

E a corrida do poder terá iniciado

 

Então você terá a chance de um futuro

Onde viver a céu aberto lhe será seguro

O dito se cumpriu, e nessa nova aurora

Revelam-se os sinais de que chegou a hora

 

Terra é tudo aquilo que você precisa

É sua garantia de sobrevivência

Terra é sua glória, sua história e vida

É a afirmação de sua onipotência

 

Mas o risco é grande, há de haver cuidado

Pois seu inimigo pode estar ao lado

E na floresta há algo a lhe espreitar

Saberá você com quem pode contar?

 

E nesse caminho árduo e obscuro

O que seu deus terá a lhe dizer?

Na busca incessante de um lugar seguro

Terá você descanso ao anoitecer?

 

Conquiste esse mundo desconhecido

Dê ao seu povo a sonhada redenção

Tome a iniciativa! Seja destemido!

E siga seu destino com o coração.

 

Gravada a profecia, Hur desapareceu misteriosamente. O episódio do banimento também ficou conhecido como “A Grande Travessia”, e planeta do desterro foi batizado de ERINIA .

Durante séculos, essas linhas foram cantadas em verso e em prosa, de pai para filho, entre os povos habitantes das Grutas de Hur.

As criaturas monstruosas, com um mundo novo à sua mercê, espalharam-se por todo o globo. Embora não pudessem entrar nas Grutas de Hur, aquelas que optaram por viver nas suas redondezas aperfeiçoaram suas artimanhas, requerendo atenção redobrada dos povos das Grutas de Hur, que sofriam muito com seus ataques, mas se mantinham fiéis à profecia e pouco se aventuram a céu aberto. Entretanto, a fé na profecia enfraqueceu e muitos não quiseram aguardar o tão esperado sinal.

Nesse ambiente turbulento, entre os pequenos vilarejos das montanhas surgiram lideranças que viram, pela primeira vez em incontáveis gerações, uma chance de ascensão política e de obtenção de poder.

Com o passar do tempo, tais lideranças, fortaleceram-se cada vez mais ao adquirirem poder e fama com suas alianças e abandonaram as Grutas de Hur, construindo fortificações nas planícies adjacentes, prevendo a grande chance de se tornarem senhores e líderes de um povo cansado e sofrido.

Durante um breve período, as vilas estabelecidas a céu aberto prosperaram, ignorantes das artimanhas das criaturas monstruosas que tramavam sua derrota à distância, e que após uma série de ataques fulminantes dizimaram a todos os que não estavam seguros nas Grutas de Hur.

Seguiu-se um novo período de reclusão nas montanhas até que, a exatos mil anos da “Grande Travessia”, a passagem de um grande cometa iluminou os céus durante sete dias e sete noites seguidas, concretizando a profecia de Hur e sinalizando a hora da conquista da liberdade!

A extrema proximidade do astro errante mudou o regime das marés de Erinia, e os oceanos alagaram toda a redondeza das montanhas, frustrando os planos de expansão dos povos de Hur. Num raio de muitos quilômetros apenas um ponto permaneceu acessível, o qual ficou conhecido pelo nome de Ilha de Tuorhence.

Tuorhence passou a ser o foco de convergência dos os esforços de conquista de Erinia e recebeu várias levas de colonização. À custa de muito esforço e luta contra as criaturas monstruosas, o povo de Hur prosperou na ilha, estabelecendo três cidades fortificadas (Aquilonius, Erynian e Hesperius) e uma segura rede de caminhos entre elas.

Temendo a prosperidade da colonização da ilha, as criaturas monstruosas mudaram seu ardil, e em vez do enfrentamento direto, aproveitaram-se da vaidade dos humanos para lançar a semente da discórdia entre eles, provocando o mais sangrento episódio ocorrido entre o povo de Hur: a Guerra das Três Cidades. Foram anos de confronto, onde Aquilonius, Erynian e Hesperius lutaram entre si até a aniquilação total de seus exércitos.

Finda a guerra, a colonização de Tuorhence quase voltou à estaca zero. As cidadelas ficaram em ruínas e os caminhos tornaram-se perigosos. À luz do dia, bandos de salteadores saqueiam as caravanas e assaltam os viajantes, mas o terror cresce com o cair da noite, quando as criaturas monstruosas a saem de seus esconderijos para aniquilar a quem encontram pela frente.

Mais do que nunca, Tuorhence precisa de reforços. Faz-se necessário alguém com força, coragem e ousadia para vencer o perigo que ronda seus caminhos e trazer segurança ao seu sofrido povo, restaurando a prosperidade local.

Será você?

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